
Boa parte das doenças que surgem ao longo da vida tem forte influência genética. Daí a ideia deste brilhante infográfico do portal Ig, o mapa dos genes humanos:
Mapa genético
Um espaço para informação e troca de idéias sobre os problemas neurológicos mais comuns na infância. Aqui, serão abordados os problemas mais comuns do dia-a-dia de um neuropediatra, de forma a orientar os pais e cuidadores. Alerta: o blog é voltado para os pacientes da Clínica e seus pais, e não tem o intuito de orientar pais que estão navegando na internet a procura de diagnósticos ou tratamentos para seus filhos. Para isso, procure o seu médico.




A cefaléia em salvas é uma forma bastante rara de dor de cabeça que ocorre predominantemente em adultos jovens e, raramente, em crianças e adolescentes. É mais comum no sexo masculino, em uma relação de 3:1.
Ela se caracteriza por uma dor muito forte unilateral, orbitária, supra-orbitária e/ou temporal, durando de 15 a 180 minutos, se não tratada. Além disso, a dor se acompanha de pelo menos um dos seguintes sintomas:
1. hiperemia conjuntival e/ou lacrimejamento ipsilaterais
2. congestão nasal e/ou rinorréia ipsilaterais
3. edema palpebral ipsilateral
4. sudorese frontal e facial ipsilateral
5. miose e/ou ptose ipsilateral
6. sensação de inquietude ou agitação
As crises têm uma freqüência de uma a cada dois dias a oito por dia.
A localização retrorbitária (92%) é a mais freqüente, seguida da localização temporal. Em um estudo recente com 230 pacientes, a dor foi estritamente unilateral em todos pacientes estudados, não havendo predileção significativa pelo lado da dor. Nos casos episódicos, 14% tiveram alternância na mesma salva e 18% na salva seguinte. Dois pacientes apresentaram mudança do lado da dor durante a mesma crise. Alguns casos raros de dor bilateral já foram descritos e podem se apresentar de várias formas: alternância de lado em salvas distintas e alternância de lado na mesma salva, como observadas neste estudo citado ou até mesmo bilateral na mesma crise.
Segundo os autores deste estudo, a duração média máxima de uma crise foi de 159 minutos enquanto a duração média mínima foi de 72 minutos. O número máximo de crises foi de cinco nas 24 horas. A média de tempo de remissão (sem dor) foi de um ano, tendo relatos de remissão de oito semanas a 20 anos.
A maioria referiu predileção pelas estações de outono e primavera, inclusive os pacientes com CS crônica, que relataram exacerbação das crises nestas estações. As crises noturnas foram observadas em 73% dos pacientes, acordando-os à noite.
O lacrimejamento é o sinal autonômico mais freqüente, seguido por hiperemia conjuntival e congestão nasal. Há também relatos de náusea, fotofobia, fonofobia e osmofobia durante a crise. A náusea e os vômitos são mais freqüentes nas mulheres com CS (46,9% vs. 17,4%), enquanto a fotofobia, a fonofobia e a osmofobia se manifestam proporcionalmente em homens e mulheres. A agitação e a inquietude durante a crise foi relatada por 93% dos pacientes e não houve exacerbação da dor pelos movimentos, importante fato no diagnóstico diferencial. A dor, descrita como cruciante, impele ao movimento constante, na busca desesperada por alívio.
Sacquegna e col., em 1987, estudaram o curso de 72 pacientes com cefaléia em salvas episódica, observando que 86% dos casos tinham freqüência regular das salvas por ano e 69% tinham regularidade na freqüência e duração das salvas. A maioria tinha uma salva por ano. O autor sugere que a história natural seja caracterizada pela regularidade, envolvendo mecanismos de controle biológico.
Alguns fatores são considerados como deflagradores da crise, como o álcool, medicamentos vasodilatadores, histamina, sono, alterações comportamentais, aumento das atividades física, mental ou emocional. As alterações emocionais parecem influenciar principalmente os casos crônicos.
Com os estudos evidenciando sintomas freqüentemente associados à dor, várias sugestões foram sendo feitas para inclusão de algumas características à classificação. Alguns itens foram considerados e incluídos, como a agitação e a inquietude durante a crise, descritas por vários autores.
Fenômenos sensoriais, como fotofobia, fonofobia e osmofobia, e a possível presença de náuseas e vômitos, são descritos em vários estudos. Segundo Van Vliet e col. (2003), este é um dos motivos principais para o erro diagnóstico pelo não especialista, muitas vezes confundindo-a com a migrânea. Um relato freqüente é a ausência de exacerbação da dor com esforço físico, ajudando no diagnóstico diferencial.
Daí se tira a suspeita de que as novas tecnologias sejam ótimas para agilizar a cabeça, mas ruins para estimular a profundidade do pensamento. Entendem-se, assim, o crescimento vertiginoso do Twitter e a expansão do comércio, na internet, de trabalhos escolares (até de dissertações de mestrado e de teses de doutorado).
Como as novas mídias influenciam o cérebro das crianças, seu comportamento e sua capacidade de aprendizagem? Por que as crianças parecem cada dia mais "inteligentes"? Qual a incluencia exercida pelas novas tecnologias no cérebro da espécie humana?
Para entender um pouco melhor esseas perguntas, basta citar uma experiência da Universidade de Maryland, com 200 estudantes americanos, convidados a ficar desligados por 24 horas. Não poderiam usar celular nem computador, nada de Facebook ou SMS.
Depois desse exílio tecnológico, uma parte das cobaias demonstrou sinais semelhantes aos de abstinência dos viciados em álcool e drogas. Apesar do tempo de sobra nessas 24 horas, a maioria daqueles estudantes não quis ler um livro, assistir a um noticiário da TV ou folhear um jornal.
Quer saber mais?
Então assista a reportagem sobre videogames e sua influência no comportamento das crianças da globonews, abaixo.
As crises epilépticas febris ( CF) são muito comuns em crianças com menos de 5 anos de idade, acometendo cerca de 4 a 5% desta população. Existe uma clara predisposição genética: cerca de 30% das crianças com CF possuem uma história familiar positiva para o distúrbio.
As crises febris são mais comuns nas primeiras 48 horas de febre e com temperaturas mais altas. Porém, mesmo febres baixas podem ocasionar as crises. A febre pode ocorrer por qualquer motivo e, geralmente, decorre de infecções - sobretudo virais. Por definição, convulsões que ocorrem após vacinação também são consideradas febris.
As crises febris podem apresentar diversas manifestações. A criança pode ficar molinha, endurecer o corpo todo ou parte dele, perder ou não a consciência, apresentar fixação ou desvio do olhar, palidez ou roxeamento perilabial e movimentos rítmicos de uma parte do corpo. A criança também pode urinar ou defecar durante as crises. Estas alterações, ocorrem rapidamente, e o quadro, mesmo sem medicação, dura poucos segundos ou minutos. Ao final da crise, a criança costuma ficar sonolenta, confusa, irritada ou com perda de força de todo o corpo ou de uma parte dele, quadro que dura por volta de 30 minutos e regride sozinho.
Outras causas de crises epilépticas em vigência de febre:
Crianças com crises febris tem desenvolvimento, comportamento, aprendizagem, crescimento e evolução normais em relação as outras crianças. As crise podem recorrer, de acordo com cada paciente e a necessidade de tratamento medicamentoso profilático e sua escolha devem ser feitas junto ao seu neuropediatra.
GABARITO
• De 6 a 9 pontos
Atenção! - Nem você nem seu filho estão dormindo direito. Ele já criou o hábito de só cair no sono depois de fazer uma lista de exigências. Por causa dos hábitos incorretos, o bebê pode despertar muitas vezes por noite e ter um sono superficial.
• De 5 a 2 pontos
Com calma, você vai educando seu bebê para dormir sozinho, o que é considerado saudável. Mas às vezes você ainda usa artifícios para que ele durma rapidamente. É preciso tomar cuidado. No futuro, a criança pode apresentar dificuldades para adormecer.
• De 2 pontos a 0
Sono saudável - Seu filho consegue dormir sozinho sem a sua ajuda ou de elementos externos. Segundo especialistas, crianças com essa facilidade dificilmente apresentam problemas com o sono.
Fonte: Nana, Nenê - Como resolver o problema da insônia
do seu filho, de Eduard Estivill e Sylvia de Béjar

Leia mais aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4044.shtml

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