terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

10 dicas para que as crianças com TDAH façam os deveres de casa


Estudar e fazer tarefas de casa com crianças desatentas e hiperativas são alguns dos maiores desafios dos pais de crianças com TDAH. Após tratamento medicamentoso e apoio psicopedagógico ( eventualmente fonoaudiológico e de terapia ocupacional também), essa tarefa se torna bem mais fácil. Ainda assim, algumas dicas podem auxiliar na organização e execução das tarefas:


1- Dividir as tarefas em tempos menores: não adianta colocar uma criança hiperativa para estudar 4,5 ou 6 horas seguidas. O ideal é que essas crianças façam as tarefas em tempos curtos de 1 ou 2 horas, separadas por intervalos de descanso ou execução de outras tarefas, brincadeiras ou atividades esportivas. Isso facilita a manutenção de concentração, e torna o dia mais produtivo.

2- Melhorar a forma de pedir as coisas e dar ordens: dê ordens curtas, simples e claras. Divida as tarefas em etapas e dê as ordens de forma progressiva, passo a passo.

3- Estimule a autonomia e independência: ensine a criança a se planejar e cobre sempre empenho e compromisso com suas próprias atividades. Os resultados são menos importantes que a execução. Cobre empenho e esforço, não cobre notas.

Quadro de horários: faça o do seu filho!!


4- Motive-o: Valorize cada tarefa executada, cada demonstração de empenho, organização e compromisso. Evite valorizar resultados, louve a execução adequada.

5- Nunca chame uma criança de INTELIGENTE. Nem de PREGUIÇOSA: Crianças hiperativas costumam ser elogiadas com  termos como " você é inteligente" ou "não seja preguiçoso para estudar". Chamar alguém de inteligente, é uma forma de menosprezar a importância do esforço pessoal para se conquistar as coisas. Gente "inteligente" faz tudo facilmente. E desiste rápido quando não consegue. Gente "preguiçosa" nem tenta fazer. Lembre-se que a identidade da criança é construída a partir de rotinas e referências das pessoas ao redor. Estimule-o a ser esforçado, organizado e produtivo.

6- Ensine a criança a fazer sempre o seu melhor. Fazer o possível é a melhor forma de não fazer nada.

7- Não vigie excessivamente o seu filho durante o Para Casa: uma vez dada a ordem, dê tempo para que a criança execute as ordens, não o fiscalize excessivamente para não inibir sua execução.

8 - O local de estudo deve ter boa iluminação; estar bem arrumado e organizado; ser bem ventilado;  ter uma temperatura agradável e não ter barulho excessivo. Não o deixe
 estudar deitado no sofá ou na cama.

Local de estudo: não precisa de luxo, mas organização, silêncio e limpeza é fundamental

9 - Ao final do Para Casa, converse com ele: pergunte "o que aprendeu hoje”, dê uma olhada no caderno, pergunte de suas dificuldades e ofereça ajuda. Dê apoio e confiança a ele.

10- Organização, organização, organização. Monte quadros de horários, planeje as rotinas diárias e os horários de estudo. Organização é o primeiro passo para ser produtivo!


6 pasos para lograr que los niños con TDAH hagan los deberes

Uno de los principales problemas a los que se enfrentan los padres con hijos con trastorno por déficit de atención con o sin hiperactividad (TDAH) es el hecho de conseguir que realicen sus deberes sin necesidad de estar persiguiéndoles para que los hagan

Leer mas: http://www.infosalus.com/asistencia/noticia-pasos-lograr-ninos-tdah-hagan-deberes-20170205080932.html

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Dislexia: por que meu filho não aprende a ler?

O portal BEM PARANÁ publicou agora em janeiro, reportagem levantando pontos para os pais identificarem ou suspeitarem de dislexia em seus filhos, e buscarem ajuda.
A reportagem pode ser lida aqui, na fonte, e está reproduzida abaixo:



Segundo Associação Brasileira de Dislexia, mais de 5% da população brasileira sofre com a dislexia. O distúrbio, que é genético e neurobiológico, causa uma desordem nas informações recebidas pelo cérebro, inibindo o processo de entendimento das letras e interferindo na leitura e escrita.

Segundo a psicopedagoga Ana Regina Caminha Braga, especialista em educação especial e em gestão escolar, o processo de leitura e escrita exige duas funções cerebrais, e no caso da pessoa com dislexia, uma dessas funções possui uma limitação. “Os sintomas variam de pessoa para pessoa e do grau de dislexia apresentado. Dificuldades para ler, escrever ou soletrar podem ser sinais de alerta”, explica.

O diagnóstico do distúrbio é outro problema, já que ele só consegue ser detectado no processo de alfabetização da criança. Mas segundo a especialista, é bom ficar e olho, já que a partir dos quatro anos de vida já podem aparecer possíveis indícios de dificuldades. E é aí que entra o professor, que deve estar atento às atitudes e dificuldades dos seus alunos para poder ajudá-los. Segundo Ana Regina, é importante romper o preconceito dentro de sala, para que esses alunos consigam conviver com os demais e ter mais autoconfiança. “Cabe ao professor analisar a situação e ajudar o aluno a quebrar esse estereótipo negativo ligado ao distúrbio. Uma boa opção para o docente é incluir atividades dinâmicas em sala, que ajudem a estimular o desenvolvimento dessa criança junto às demais”, detalha a especialista.

Quanto mais cedo à dislexia for detectada, maiores as chances dessa criança de obter sucesso ao longo de sua vida acadêmica e adulta, evitando frustrações tanto nos estudos quanto em trabalhos futuros. “O papel do professor é muito importante nesses casos, é importante que ele esteja atento ao comportamento dos seus alunos, para que no menor sinal de dificuldade, as medida necessárias possam ser tomadas em prol dessa criança”, completa a psicopedagoga.

SINTOMAS DA DISLEXIA
NA PRIMEIRA INFÂNCIA
- Atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar
- Atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio a pronúncia de palavras
- Parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo
- Distúrbios do sono
- Enurese noturna
- Suscetibilidade à alergias e à infecções
- Tendência à hiper ou a hipo-atividade motora
- Chora muito e parece inquieta ou agitada com muita freqüência
- Dificuldades para aprender a andar de triciclo
- Dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares
A PARTIR DOS SETE ANOS
- Pode ser extremamente lento ao fazer seus deveres
- Ao contrário, seus deveres podem ser feitos rapidamente e com muitos erros
- Copia com letra bonita, mas tem pobre compreensão do texto ou não lê o que escreve
- A fluência em leitura é inadequada para a idade
- Inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever
- Só faz leitura silenciosa
- Ao contrário, só entende o que lê, quando lê em voz alta para poder ouvir o som da palavra
- Sua letra pode ser mal grafada e, até, ininteligível; pode borrar ou ligar as palavras entre si
- Pode omitir, acrescentar, trocar ou inverter a ordem e direção de letras e sílabas
- Esquece aquilo que aprendera muito bem, em poucas horas, dias ou semanas
- É mais fácil, ou só é capaz de bem transmitir o que sabe através de exames orais
- Ao contrário, pode ser mais fácil escrever o que sabe do que falar aquilo que sabe
- Tem grande imaginação e criatividade
- Desliga-se facilmente, entrando "no mundo da lua"
- Tem dor de barriga na hora de ir para a escola e pode ter febre alta em dias de prova
- Porque se liga em tudo, não consegue concentrar a atenção em um só estímulo
- Baixa auto-imagem e auto-estima; não gosta de ir para a escola
- Esquiva-se de ler, especialmente em voz alta
- Perde-se facilmente no espaço e no tempo; sempre perde e esquece seus pertences
- Tem mudanças bruscas de humor
- É impulsivo e interrompe os demais para falar
- Não consegue falar se outra pessoa estiver falando ao mesmo tempo em que ele fala
- É muito tímido e desligado; sob pressão, pode falar o oposto do que desejaria
- Tem dificuldades visuais, embora um exame não revele problemas com seus olhos
- Embora alguns sejam atletas, outros mal conseguem chutar, jogar ou apanhar uma bola
- Confunde direita-esquerda, em cima-em baixo; na frente-atrás
- É comum apresentar lateralidade cruzada; muitos são canhestros e outros ambidestros
- Dificuldade para ler as horas, para seqüências como dia, mês e estação do ano
- Dificuldade em aritmética básica e/ou em matemática mais avançada
- Depende do uso dos dedos para contar, de truques e objetos para calcular
- Sabe contar, mas tem dificuldades em contar objetos e lidar com dinheiro
- É capaz de cálculos aritméticos, mas não resolve problemas matemáticos ou algébricos
- Embora resolva cálculo algébrico mentalmente, não elabora cálculo aritmético
- Tem excelente memória de longo prazo, lembrando experiências, filmes, lugares e faces
- Boa memória longa, mas pobre memória imediata, curta e de médio prazo
- Pode ter pobre memória visual, mas excelente memória e acuidade auditivas
- Pensa através de imagem e sentimento, não com o som de palavras
- É extremamente desordenado, seus cadernos e livros são borrados e amassados
- Não tem atraso e dificuldades suficientes para que seja percebido e ajudado na escola
- Pode estar sempre brincando, tentando ser aceito nem que seja como "palhaço"
- Frustra-se facilmente com a escola, com a leitura, com a matemática, com a escrita
- Tem pré-disposição à alergias e à doenças infecciosas
- Tolerância muito alta ou muito baixa à dor
- Forte senso de justiça
- Muito sensível e emocional, busca sempre a perfeição que lhe é difícil atingir
- Dificuldades para andar de bicicleta, para abotoar, para amarrar o cordão dos sapatos
- Manter o equilíbrio e exercícios físicos são extremamente difíceis para muitos disléxicos
- Com muito barulho, o disléxico se sente confuso, desliga e age como se estivesse distraído
- Sua escrita pode ser extremamente lenta, laboriosa, ilegível, sem domínio do espaço na página
- Cerca de 80% dos disléxicos têm dificuldades em soletração e em leitura

domingo, 29 de janeiro de 2017

O que é hidrocefalia?

Breve texto sobre hidrocefalia, suas causas, repercussões, maneiras de identificar a doença e formas de tratamento disponíveis.


 A hidrocefalia consiste no acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no encéfalo. Com isso, ocorre dilatação de regiões cerebrais chamadas ventrículos e alterações cerebrais, que podem comprometer o desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor da criança.



A hidrocefalia tem inúmeras causas e pode aparecer já na vida intrauterina, ser adquirida por problemas no parto (comuns em crianças prematuras) ou mesmo ao longo da infância e fase adulta. Independentemente da causa, o diagnóstico precoce é fundamental para que se possa fazer um tratamento eficaz, e reduzir ou prevenir sequelas do quadro.

Identificando a hidrocefalia 

 

Todo o sistema nervoso central é envolvido por liquor, que circula também em regiões internas do encéfalo e medula espinhal. Em algumas regiões internas cerebrais denominadas ventrículos há, inclusive, um deposito significativo de liquor. Contudo, se ocorre acumulo excessivo, com dilatação destas regiões, denominamos o quadro de hidrocefalia.



Nos casos congênitos de hidrocefalia, que ocorrem por desenvolvimento anormal do sistema nervoso central, infecção ou sangramento cerebral intra-útero, ocorre obstrução do fluxo de fluído cerebrospinal e dilatação destas regiões cerebrais. Causas menos comuns são tumores, traumatismos e infecções no sistema nervoso central do feto.

Nos lactentes, após o nascimento, notamos crescimento excessivo do perímetro cefálico e atraso/regressão progressiva do desenvolvimento neuropsicomotor do bebê. Os pais notam alterações comportamentais (sonolência, irritabilidade, letargia), alterações respiratórias ( apnéias), alterações do formato do crânio, macrocrania (cabeça grande) ou que cresce rapidamente, com fontanela (moleira) grande e dilatada.

Crianças mais velhas e adultos podem apresentar outros sintomas, tais como: sonolencia, nauseas e vômitos, desorganização de idéias, lentidão psicomotora, alterações visuais e de equilíbrio, dor de cabeça, letargia e crises epilépticas.

Tratamento 

O tratamento visa a prevenir ou, pelo menos, reduzir os danos cerebrais do acumulo de liquor em SNC e, em geral, busca-se corrigir o fluxo de liquor com tubos que direcionam diretamente o fluxo de líquido para outra parte do corpo, geralmente para o abdome, onde ele é absorvido. 


Há também a possibilidade, em alguns casos, de se fazer um tratamento endoscópico, em que se fazem pequenas aberturas intracerebrais para que o liquor flua mais facilmente, com a vantagem de não necessitar de válvulas ou qualquer material estranho dentro do corpo. Porém, ela só está disponível em casos específicos, a serem identificados pelo neurocirurgião.

Uma vez identificados os sinais pelos pais ou pelo pediatra, o neuropediatra costuma acompanhar e investigar os pacientes para confirmar ou descartar o diagnóstico e, em caso de necessidade, encaminhá-los ao neurocirurgião, que é quem escolhe a técnica mais adequada para o tratamento de cada indivíduo.

Por fim, é importante ressaltar que o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para se prevenir sequelas futuras, e o acompanhamento posterior dos pacientes também é imprescindível, para se evitar problemas adicionais do quadro.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Mitos e verdades sobre epilepsia

A equipe do Notícias ao Minuto publicou uma reportagem que vale a pena ler, reproduzida abaixo, esclarecendo 10 mitos e verdades sobre a epilepsia.
Se quiser acessar o texto original, no site, clique aqui




A epilepsia é um distúrbio neurológico, que acomete 1 a cada 100 indivíduos. Em 50% dos casos, a causa é desconhecida e 75% têm início ainda na infância. A doença ainda gera muitas dúvidas entre a população, inclusive pacientes e seus familiares.
Visando, então, desmitificar a doença, o neurocirurgião especialista em epilepsia pela UNIFESP Dr. Luiz Daniel Cetl listou alguns mitos e verdade sobre ela.
1- A crise epiléptica é o único sintoma da epilepsia.
MITO. A crise epiléptica ocorre quando o indivíduo perde a consciência e cai no chão, apresentando contrações musculares em todo o corpo. Mas os sintomas da epilepsia vão depender da localização do foco epiléptico, ou seja, de onde se originam as crises. Se, por exemplo, estiver próximo à área motora, provavelmente o sintoma será ilustrado pelo abalo do membro que essa região coordena. Se relacionada à área visual, poderá ser caracterizado pela alteração da visualização de cores. Existem outros sintomas, muitos até despercebidos por seus portadores e pessoas próximas a eles. Muitos pacientes sentem apenas um mal-estar na boca do estômago, o que também pode sinalizar uma crise, mas, justamente por ser desconhecido e mais simples, este sintoma pode passar despercebido.
2- Existem dois tipos de crises da epilepsia: crises parciais (simples e complexas) e crises generalizadas.
VERDADE. Nas crises generalizadas, as descargas elétricas anômalas acometem o cérebro como um todo, causando a perda de consciência e sintomas que variam de abalos de todo o corpo, postura tônica, e até atonia (onde há um relaxamento global de todos os músculos). Nas crises parciais, apenas uma porção do cérebro é acometido, sendo que este tipo é dividido em: parciais simples, com sintomas apenas motor, visual ou de mal-estar, sem afetar a consciência; e crises parciais complexas, quando há acometimento do controle motor ou visual e também alguma alteração na consciência, mas não a sua perda, como acontece com as crises generalizadas.
3- Entre os tipos de crises, temos também a crise de ausência, a parada comportamental e, mais raro, o estado de mal epiléptico, que tem, cada uma delas, suas características específicas.
VERDADE. A crise de ausência é caracterizada pela curta duração que pode ser de décimos de segundo e pode se repetir mais de uma vez ao dia e mesmo pessoas próximas não conseguem identificá-la. A parada comportamental é caracterizada como uma crise parcial complexa e muito mais frequente, em que o paciente fica parado, com o olho arregalado, como se estivesse fora de si e, o terceiro tipo é o estado de mal epiléptico, o mais grave de todos pois há uma ativação contínua dos neurônios desfuncionantes, que emitem sinais atípicos ou irregulares, de maneira interrupta, podendo causar lesões cerebrais.
4- Ao se deparar com uma pessoa tendo uma crise epiléptica, deve-se colocar a mãe na boca e segurar a língua para que ela não engasgue.
MITO. A recomendação é que, nos casos mais graves, quando o paciente tem contrações musculares e cai no chão, o ideal é afastá-lo de objetos e móveis que possam machucá-lo, deixá-lo se debater livremente até que a crise passe. Não se deve colocar a mão ou o dedo na boca do paciente e, como há salivação intensa, manter o corpo de lado para evitar que o paciente se sufoque com a própria saliva. Em casos de crises repetitivas a emergência deve ser acionada imediatamente.
5- O tratamento da epilepsia pode ser medicamentoso ou cirúrgico.
VERDADE. O tratamento convencional para a epilepsia é por via medicamentosa, com uso das chamadas drogas antiepilépticas (DAE), eficazes em cerca de 70% dos casos (há controle das crises) e com efeitos colaterais diminutos. Quando não há controle destes sintomas, outros tratamentos possíveis são a cirurgia e a estimulação do nervo vago. No entanto, apenas um profissional, analisando o caso, poderá indicar o tratamento apropriado para o paciente.
6- Paciente de epilepsia não consegue levar uma vida normal, devido às crises da doença.
MITO. O paciente com epilepsia deve seguir com suas atividades normalmente. À exemplo de grande ícones e personalidades mundialmente conhecidas, como Vincent van Gogh, Fiódor Dostoiévski e Machado de Assis, o portador da síndrome pode e deve trabalhar, se divertir, integrar-se socialmente e, sem preconceitos, medos ou estigmas, casar e ter filhos.
7- A epilepsia não é transmitida pelo ar ou contato físico.
VERDADE. A epilepsia é um distúrbio neurológico, não sendo transmitida pelo contato físico ou pelo ar.
8- Informação e conscientização ajudam a diminuir preconceitos em relação à doença e seus portadores.
VERDADE. Infelizmente, a epilepsia ainda gera muitos mitos e dúvidas entre a população, chegando também a atos de preconceitos que poderiam ser evitados pela informação e conhecimento da doença.
9- A epilepsia é mais prevalente em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.
VERDADE. A subnutrição da mulher e a não realização do pré-natal, realidades muito frequentes ainda em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, podem desencadear o surgimento da epilepsia na criança. Condições inadequadas de higiene podem facilitar infecções durante o pré-natal, e ser uma atenuante no desenvolvimento do cérebro do bebê. Por isso, vale lembrar que a ocorrência da epilepsia regiões subdesenvolvidas e/ou em desenvolvimento sugere que a falta de higiene pode ser uma causa peculiar da epilepsia.
10- Diversas personalidades importantes da história da arte, música e literatura tiveram epilepsia e eram verdadeiros gênios, reforçando que a epilepsia não impede que a pessoa portadora da doença leve uma vida normal.
VERDADE. Apesar do estigma, os pacientes com epilepsia têm uma vida ativa, como tiveram Vincent van Gogh, Fiódor Dostoiévski e Machado de Assis, grandes nomes da artes e literatura que eram portadores da doença.

Quais são as leis e direitos das crianças diagnosticadas com Déficit de Atenção e Hiperatividade?


O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, também conhecido como TDAH é, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), um transtorno neurobiológico que possui causas genéticas e geralmente aparece na infância, acompanhando o indivíduo por toda a vida. Entre as características mais comuns estão sintomas de inquietude, falta de atenção e impulsividade. Segundo a ABDA, entre 5% e 8% da população brasileira tem o transtorno.
Uma vez que o TDAH é um distúrbio, é preciso que seja diagnosticado por uma equipe multidisciplinar e especializada. Infelizmente, sabemos que há uma tendência em diagnosticar com TDAH alunos um pouco mais agitados e que têm problemas disciplinares, quando na verdade eles não têm distúrbio nenhum. Portanto, é preciso ter muito equilíbrio e cuidado ao tratar da questão, já que os casos de medicalização de crianças e jovens supostamente com TDAH vêm crescendo: só nos últimos 10 anos, houve um aumento de 800% no consumo de metilfenidato (cujo nome comercial é Ritalina), medicamento indicado para esse tipo de transtorno.   
Diagnosticado corretamente o distúrbio, é preciso apoiar o desenvolvimento da criança por meio de uma equipe, que deverá saber quais são os direitos de quem tem o transtorno. Infelizmente, a legislação sobre TDAH ainda é muito incipiente no Brasil. O Projeto de Lei 7081, de 2010 visa regulamentar o direito de a criança com TDAH ser diagnosticada precocemente e, assim, garantir que ela receba apoio da área da saúde e da educação. A proposta, ainda em tramitação na Câmara dos Deputados, passou pela Comissão de Finanças e Tributação e falta passar pela Comissão de Justiça, para então ser sancionado.
Retirado do jornal O Globo
Esse assunto também foi abordado na Rádio Globo: Clique aqui
A ABDA ( Associação Brasileira de Déficit de Atenção) também lançou uma cartilha sobre o tema. Clique aqui para ler.
O pessoal do PSICOEDU também escreveu sobre o tema aqui
O canal do youtube TDAH descomplicado também lançou um video aqui:


Atividades físicas ajudam no tratamento de TDAH


A revista Pediatrics publicou recentemente um estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostrando que atividade física é um ótimo remédio para quem possui Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Eles asseguram que os exercícios regulares melhoraram o desempenho cognitivo e a função cerebral.
Foi observado que as atividades físicas ajudaram os pacientes a manterem o foco, a desenvolverem a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva (habilidade em alternar tarefas). O estudo, que durou 9 meses, trouxe ainda uma discrepância entre o desenvolvimento dos alunos com TDAH que praticavam esportes e aqueles que não.
Um outro estudo, realizado pela Universidade Estadual de Michigan, também nos Estados Unidos, descobriu-se ainda que, durante um programa de exercícios de 12 semanas, houveram resultados positivos em todas as crianças em relação a matemática e leitura, especialmente entre aquelas que possuíam TDAH.
Um trabalho semelhante, realizado pela Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, e publicado no Journal of Attention Disorders, constatou que apenas 26 minutos de atividades físicas diárias durante 8 semanas pode diminuir significativamente os sintomas do TDAH em crianças da escola primária.
Tantas evidências levaram os pesquisadores a concluírem que as atividades físicas podem ser boas aliadas no tratamento de TDAH, além de melhorarem o humor e o desempenho cognitivo, liberando dopamina e seratonina, com efeito semelhante a medicamentos estimulantes.

Retirado do site Minha Vida

Nota deste blog:
Embora as familias procurem tratamento por isso, o principal problema do TDAH não é o rendimento escolar nem a inadequação social das crinças que apresentam o transtorno. Na realidade, a presença persistente da inadequação social e das dificuldades escolares é o maior mal a ser evitado. Permitir que a criança, em um período de formação emocional e criação de identidade, seja vista e se veja como um indivíduo inadequado é algo insuperável na vida adulta.
Neste sentido, a pratica esportiva, além de atenuar os sintomas pode também contribuir para uma formação cidadã das crianças. Longe de "cansá-los", ideia recorrente em nossa população quando se trata de colocar crianças em atividades esportivas, o objetivo da prática esportiv na infância deve ser de esstimulção e formação.
Nas crianças com TDAH, sobretudo nos de apresentação predominantemente de hiperatividade, nem sempre é possível colocá-los para praticar uma atividade esportiva sem medicação. Com frequencia, estas crianças não obedecem os professores, não seguem regras e não conseguem coordenar seus movimentos, tamanha a impulsividade. Por isso mesmo, é importante ressaltar que a atividade física pode e deve ser implementada como forma de tratar os indivíduos com TDAH mas, dificilmente, substitui o uso medicação, devendo ser implementada como medida auxiliar no tratamento destes indivíduos


terça-feira, 8 de novembro de 2016

MÚSICA É USADA PARA AJUDAR CRIANÇAS COM AUTISMO

Excelente matéria de Jefferson Gonçalves, para o site: ondda.com

Que a música aproxima as pessoas não é um ideia nova, mas sua aplicação em determinados campos é inovadora e muito importante. Sabemos que ela é um idioma universal e que pode auxiliar crianças, jovens e adultos, pois reflete práticas terapêuticas, mas, a musicoterapia é um poderoso instrumento no tratamento de pessoas com autismo.O autismo é um distúrbio que provoca até três tipos de comprometimentos. Ele faz com que o processamento sensorial seja diferenciado, fazendo com que portadores possam processar melhor informações espaciais e focar apenas em partes separadas, ainda que tenham dificuldade em formar uma ideia geral do todo.
Ou seja, os autistas podem ter dificuldade em entender o outro e se relacionarem com alguém. Podem ter dificuldade na fala; podendo variar desde eles não falarem a até ficarem repetindo a mesma palavra (pois o córtex cerebral auditivo secundário e as regiões frontais do cérebro, responsáveis pelas palavras, estão afetados). E também, desenvolverem variações diferentes de comportamento, tornando-as mecânicos e repetitivos.
Crianças autistas que recebem um acompanhamento terapêutico associado à música tem uma resposta emocional bem mais positiva que as outras.
Pesquisas recentes realizadas por vários países, incluindo o Brasil, indicam que este tipo de técnica tem o poder de desenvolver talentos e habilidades mediantes as experiências que a pessoa com autismo tem no contato com a musicalidade.
De acordo com a musicista e neurocientista Viviane Louro, a música é um recurso salvador para todas as crianças, mas quando se trata de uma que tem autismo, a mudança para melhor é ainda maior.
Ainda segundo ela, a música faz com que todo o cérebro trabalhe e isso permite a remodelação, usando áreas do cérebro que o distúrbio desliga ou inativa.
Programas da secretaria de cultura do Estado de São Paulo, como o Projeto Guri, presente em mais de 340 municípios paulistanos auxiliam no tratamento e na musicoterapia para crianças com quaisquer graus de autismo.
Segundo o professor Gustavo Schulz Gattino, especialista em Musicoterapia e um dos precursores da pesquisa, as pessoas com autismo tendem a apresentar uma alta capacidade para percepção de melodias.
Autistas que tem contato com a música, tendem a relacionar emoções e sentimentos de forma que facilite o envolvimento na comunicação e criatividade.

Música da esperança

O autista que tem um relacionamento com a música tem mais uma ferramenta para se aproximar do nosso mundo.
Lenira de Souza, paulista, tem 32 anos, é mãe do Rafael, um garotinho de 10 anos, diagnosticado com um tipo brando de autismo, o Asperger.
“Percebemos que ele tinha dificuldade em conversar com os colegas na escola. Aos 4, 5 anos, isso se intensificou. Alguns até o empurravam”, conta. “Hoje, ele consegue conversar e fez amigos. Às vezes, quando fica difícil, fala no ritmo November RainPatience…” revela emocionada.

Crianças surdas aprendem a falar com terapia de música

Várias pesquisas já mostraram o papel da música na abordagem de problemas como autismo e outros transtornos psiquiátricos. Mas um novo estudo realizado na Universidade de Aalborg, na Dinamarca, mostrou um bom desempenho da musicoterapia no tratamento de pacientes deficientes auditivos com implante coclear (às vezes chamado de “ouvido biônico”).
A pesquisadora Dikla Kerem analisou o desenvolvimento de crianças de 2 e 3 anos em sessões de musicoterapia, comparando a quando elas iam a sessões de fonoaudiologia com o método de brincadeiras.
“As análises dos vídeos gravados em todas as sessões confirmam que a musicoterapia melhorou a frequência ou a duração dos comportamentos-alvo significativamente mais do que as brincadeiras”, escreve a pesquisadora em sua tese.
Quando nasce, um bebê ainda não sabe distinguir os sons. Para ele, o barulho de uma buzina não é diferente do latido de um cachorro. É com o tempo que ele vai aprender essas diferenças.
“Primeiro, a criança precisa ter atenção para o som. Depois, ela passa a discriminar os diferentes sons. Então, ela começa a reconhecer. E, quando começa a compreender os sons, finalmente, começa a falar”, explica a fonoaudióloga Ana Cristina de Oliveira Mares Guia, doutoranda em saúde da criança e do adolescente.
Ela explica que uma criança que nasce com deficiência auditiva não irá desenvolver nenhuma dessas habilidades que levam à escuta e à fala. Por isso, quando recebem um implante coclear, precisa ser guiada por todo esse percurso até aprender a ouvir e a falar.
“A música, principalmente para as crianças, será um facilitador para promover todo o desenvolvimento dessas habilidades porque tem ritmo, tem entonação, você fala mais fino ou mais grosso, mais alto ou mais baixo”, diz a fonoaudióloga.
Além de desenvolver as habilidades que levam à fala, a musicoterapia também aumenta a taxa de adesão ao tratamento. “As crianças ficam muito mais felizes. A música mexe muito com o corpo, elas adoram”, conta a fonoaudióloga. O tempo médio que uma criança leva para aprender a falar é de um ano após a colocação do implante.
Adultos. O tratamento com a musicoterapia pode ser usado também em adultos que já ouviram, mas perderam a audição por algum motivo. Em adultos que já nasceram surdos, os resultados dos implantes não são muito bons, segundo Ana Cristina.

SUCESSO

Audição de menino hoje é ‘maravilhosa’

O menino Carlos Eduardo Filho, 11, nasceu prematuro e precisou ficar quase um mês internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Ainda no hospital, ele pegou uma infecção, que evoluiu para uma meningite bacteriana.
“O diagnóstico foi uma surdez neurossensorial profunda bilateral. Ou seja, ele havia ficado completamente surdo”, conta a mãe, Débora Rodrigues da Silva, 48. A solução encontrada foi que Carlos Eduardo – ou Kadu – fosse submetido a uma cirurgia para a colocação de um implante coclear.
A família se mudou de Manaus, no Amazonas, para Bauru, no interior de São Paulo, para dar ao menino o melhor tratamento. “Aqui, a música fazia parte de tudo. E o que eu entendo é que a função da música é dar movimento aos sons. As crianças se movimentam, pulam, é lúdico”, diz Débora.
Aos 5 anos, Kadu começou a fazer aulas de flauta e, este ano, de violão. “Hoje, a voz dele é perfeita. A qualidade da audição é maravilhosa. Ele estuda em escola regular, faz inglês com crianças da mesma idade”, conta a mãe.


Link para matéria do jornal O TEMPO: http://www.otempo.com.br/interessa/crian%C3%A7as-surdas-aprendem-a-falar-com-terapia-de-m%C3%BAsica-1.1394013http://www.otempo.com.br/interessa/crian%C3%A7as-surdas-aprendem-a-falar-com-terapia-de-m%C3%BAsica-1.1394013

Os sinais de alerta para a identificação do transtorno de déficit de atenção

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é considerado uma desordem neurobiológica que afeta entre 3 a 7% da população infantil, tanto no Brasil quanto em outros países do mundo. Hoje, estima-se que 50% a 80% das pessoas que tiveram o TDAH na infância continuam a apresentar na vida adulta, sintomas significativos associados a importantes prejuízos em diversas esferas da vida cotidiana.
O DSM-5 descreve o TDAH como um conjunto de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que se manifestam por meio de um padrão persistente e freqüente ao longo do tempo. Estes sintomas dizem respeito ao excesso de agitação, inquietação, falta de autocontrole, falar em demasia, interromper os outros, responder antes de ouvir a pergunta inteira, incapacidade para protelar respostas, como também distrair-se com facilidade, não prestar atenção à detalhes, dificuldade para memorizar compromissos, organizar e realizar tarefas e perder objetos.
Os sintomas do TDAH aparecem cedo na vida da criança, mas tornam-se mais graves a partir do ingresso desta na escola, porque durante o processo de aprendizagem escolar a criança necessita focar mais a sua atenção e permanecer sentada durante as aulas. Quando uma criança se levanta, sem permissão, é distraída ou não segue as instruções, não é só porque ela sofre de TDAH, mas porque há uma deficiência crônica complexa, envolvida em processos de autocontrole e na capacidade de inibir respostas negativas a um estímulo, mesmo que o aluno estivesse consciente das consequências, o que o predispõe a enfrentar dificuldades para fazer o que se espera dele. Estudiosos têm apontado estas dificuldades como um prejuízo nas Funções Executivas que se localizam na área Pré-Frontal do cérebro, entre as quais cita-se o déficit na inibição de respostas, atenção sustentada, memória de trabalho não verbal e verbal, planejamento, noção de tempo, regulação da emoção e na fluência verbal e não verbal.
No âmbito familiar e escolar, este transtorno é sentido como um fator que promove dificuldades no convívio e no dia a dia. Os adultos acusam a criança de “não escutar”, de não seguir regras e normas, de não conseguir completar as solicitações mais simples, de reagir com agressividade e de não tolerar frustração.  O excesso de atividade motora, o alto nível de impulsividade evidenciada na antecipação das respostas e na inabilidade para esperar a sua vez, diante de um acontecimento, pode provocar, geralmente, um impacto negativo nas relações sociais e ou familiares e promover um alto nível de estresse com quem convive com a criança ou adolescente.
Por outro lado, os adultos tendem a encarar a criança com TDAH, como inoportuna, aversiva e desobediente, ou ainda, preguiçosa, mal-educada e incoveniente, e que tem muita dificuldade para se adaptar no ambiente onde convive e para corresponder às expectativas dos adultos.
As crianças com TDAH apresentam também uma frequente rotina de evitação, postergação e esquecimento das tarefas cotidianas. Os pais descrevem uma rotina familiar estressante, pois as tarefas mais simples podem se tornar uma missão quase impossível de o filho realizar, como por exemplo, tomar banho, escovar os dentes, sentar para as refeições, de se preparar para dormir, pegar no sono e fazer as tarefas de casa. Sem supervisão de um adulto, ele poderá começar outras três atividades sem terminar o que começou e, os pais ficam rapidamente desencorajados, ocupando grande parte do seu tempo de lazer com a criança, principalmente com o dever de casa, que se manifesta como uma das mais importantes incapacidades invisíveis da criança.
O ambiente escolar é uma das áreas mais comprometidas na vida do estudante com TDAH. Desta forma, professores e coordenadores são elementos chave no processo de identificação do transtorno, eles atuam como mediadores ou como um apoio para a família no sentido de indicar o estudante para uma avaliação, ocasionalmente indicando quais especialidades deverão ser consultadas.
É claro que não é responsabilidade direta da escola ou do professor realizar o diagnóstico do TDAH, mas sim identificar dificuldades e prejuízos e compartilhar estes dados com os pais, mesmo que no primeiro momento, os pais estejam defensivos e não os aceitem.
A identificação precoce do quadro determinará a extensão na qual as dificuldades de atenção e hiperatividade estão interferindo nas suas habilidades acadêmicas, afetivas e sociais, possibilitando o estabelecimento de uma proposta de prevenção de problemas, antes do seu agravamento, evitando assim a exacerbação dos sintomas, o nível grave de prejuízos e o grau de sofrimento do estudante.
O conhecimento e a postura dos professores com relação ao TDAH são cruciais, pois a equipe escolar que é avessa ao diagnóstico, quer por desconhecimento ou por razões teóricas e filosóficas, com receio de rotulação e estigmatização, e às intervenções escolares, necessárias a estes estudantes, não colaboram com o processo escolar destes alunos, colocando em risco o seu desempenho escolar, o qual se constitui em uma experiência de vida que tem um enorme impacto no emocional do estudante e da sua família.
O sistema escolar deve ter consciência de seu papel, flexibilizando suas exigências, minimizando os riscos secundários ao TDAH, como fracasso escolar, rejeição, repetência, evasão e exclusão, cujos efeitos negativos na personalidade podem ser de uma magnitude que nem sempre é avaliada e prevista por aqueles que definem e aplicam as normas escolares.
Edyleine Bellini Peroni Benczik é Psicóloga e Neuropsicóloga, Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, Mestre em Psicologia Escolar e Proprietária do Psiquê – Núcleo de Psicologia e Neuropsicologia


domingo, 4 de setembro de 2016

Celulares, tablets, videogames, computadores: pode deixar?


Alerta: excesso de uso dos eletrônicos por crianças causa dependência

Especialistas comparam cérebro de criança exposta ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos ao de usuário de drogas.

Por: Shyrlene Souza

Retirado de: http://br.blastingnews.com/ciencia-saude/2016/09/alerta-excesso-de-uso-dos-eletronicos-por-criancas-causa-dependencia-001095827.html 

  

                           

 

Se deparar com crianças fascinadas com uso de aparelhos eletrônicos é uma cena muito comum nos ambientes, atualmente. Essas novas tecnologias com tão pouco tempo de existência se tornaram um vício para grande parte das pessoas. Principalmente entre os adolescentes e as crianças. Esse comportamento de uso excessivo deveria ser algo impactante para a sociedade, mas acabou virando algo corriqueiro.

A maioria dos pais esquece que expor a criança a esses excessos, pode ser bastante prejudicial. O responsável pela clínica médica The Dunes, nos Estados Unidos, escreveu, recentemente, um artigo que foi publicado pelo New York Post, falando justamente pelo abuso dos aparelhos eletrônicos por crianças.
O médico comparou a exposição excessiva às tecnologias ao uso de drogas. Segundo o Dr. Nicholas Kardaras, o cérebro das crianças que brincam com o Minecraft parecem com o das pessoas que usam drogas. Ele acredita que isso seja algo mais prejudicial do que o vício em entorpecentes. Existem muitos casos graves de criança viciada em aparelhos eletrônicos.

Esse comportamento tem como característica sintomas como impaciência, crises depressivas e agressividade, no momento em que se retira os aparelhos eletrônicos como celulares, tablets e vídeo games. Existem alguns casos extremamente graves onde a criança perde contato com o ambiente real, chegando a se confundir o virtual com o real. A situação pode evoluir ao extremo, onde chega a praticar crimes e acreditam que não estão fazendo nenhum mal. Os especialistas adotaram o uso de expressões como heroína digital e cocaína eletrônica como referência ao vício nos eletrônicos.

O Doutor Kardaras ressalta que esse tempo gasto com o uso dos dispositivos eletrônicos, poderia ser melhor aproveitado no desenvolvimento de áreas do cérebro de grande importância, como o caráter e habilidades sociais e também elas poderiam estar interagindo com outras crianças.

Influências na vida adulta

O especialista também afirma que esses abusos provocam marcas que acompanham durante toda vida. A dependência causada pelo uso dos dispositivos provocam uma predisposição a se tornar um adulto solitário, cheio de complexos, baixa estima e alienado. Para combater esse mal é necessário estimular atividades que promovam a interação com a família e a imaginação.

É necessário limitar os períodos de uso aos aparelhos eletrônicos, principalmente as crianças muito pequenas.

                                                                     Família?
 
Leia também a matéria sobre formação emocional e uso de tablets, do jornal O Globo: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/uso-excessivo-de-tablets-pode-prejudicar-desenvolvimento-emocional-de-criancas-diz-estudo-15219944http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/uso-excessivo-de-tablets-pode-prejudicar-desenvolvimento-emocional-de-criancas-diz-estudo-15219944

Sobre as crianças e a televisão

Publicidades de comida afetam cérebro das crianças, diz estudo
Retirado de: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/267918/publicidades-de-comida-afetamcerebro-das-criancas-diz-estudo  

                                                                          Vai deixar?

O objetivo das campanhas publicitárias de alimentos é bastante claro: levar ao consumo. As imagens usadas, as cores escolhidas, os protagonistas e o timing em que aparecem não são obras do acaso e se o efeito já é bem forte nos adultos, nos pequenos ele pode ser ainda maior.

Um recente estudo do Centro Médico da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, indica que os anúncios publicitários têm impacto direto no cérebro das crianças, que ficam querendo alimentos saborosos (como aqueles que veem) depois de assistirem aos anúncios. Além disso, a capacidade de resposta perante comida é mais rápida também.


Publicado no passado dia 12 no The Journal of Pediatrics, o estudo teve por base a análise de 23 crianças com idades entre os oito e os 14 anos, que foram convidadas a avaliar o sabor e o ‘fator saudável’ de 60 alimentos, antes e depois de assistirem a anúncios televisivos, alguns sobre comida. Os participantes puderam, ainda, escolher comer ou não cada um dos alimentos avaliados.

Todo este processo foi realizado ao mesmo tempo que os cérebros dos mais novos eram avaliados através de imagens de ressonância magnética, lê-se na Fox News.


Antes de assistirem aos anúncios, as crianças não escolheram os alimentos tendo em conta o fato de serem ou não saudáveis, mas sim tendo por base o quão saborosos eram. A escolha teve por base o sabor e o aspecto apetitoso foi ainda maior depois de terem assistido aos anúncios publicitários, algo que ficou provado com as imagens obtidas na ressonância magnética e que mostraram uma ativação da área cerebral relacionada com a recompensa.

Amanda Bruce, uma das mentoras da pesquisa, diz que os anúncios publicitários de comida têm um efeito bastante direto na capacidade de decisão, mas salienta que as crianças estão em desvantagem, uma vez que são mais facilmente influenciáveis para escolhas menos saudáveis.
 

Conviver com a diversidade pode favorecer o cérebro das crianças

Da revista Galileu: Cientistas identificam diferenças no desenvolvimento cerebral de crianças que tiveram contato com diferentes tipos de pessoas 


Para entender como o cérebro responde ao perceber diferenças raciais, cientistas têm estudado o chamado “preconceito implícito”: uma reação biológica e inconsciente que pode determinar o quanto confiamos em cada pessoa de acordo com suas características faciais.
 
Em uma convenção da American Psychological Association, a psicóloga Jasmin Cloutier apresentou um estudo recente que sugere que crianças expostas desde cedo a rostos de outras raças podem ser menos suscetíveis a certos tipos de preconceito. Os cientistas acreditam que essas impressões relacionadas aos rostos das pessoas são criadas durante a infância.

No artigo do Journal of Cognitive Neuroscience, Cloutier descreveu o experimento com 45 participantes brancos, expostos a uma série de atividades visuais com o rosto de pessoas brancas e negras. Durante o teste, seus cérebros foram escaneados na região da amídala, a parte relacionada à sensação de medo e outras emoções.

Entre os participantes que afirmaram ter se relacionado com pessoas de outras raças quando crianças, a atividade dessa área cerebral foi bem menos evidente. O resultado pode indicar que seus cérebros estão mais “preparados” para encarar o rosto de negros como indivíduos antes mesmo de considerá-los como parte de um grupo racial diferente do deles.

O objetivo principal dos pesquisadores é analisar alternativas capazes de minimizar esse possível preconceito implícito. O estudo ainda é recente, mas sugere que crianças expostas a uma variedade maior de rostos podem desenvolver melhor a habilidade cerebral de “processar” rostos e talvez estejam menos propensas a reações de medo quando tiverem contato com rostos que não forem familiares.

 Link para a reportagem : http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/08/conviver-com-diversidade-pode-favorecer-o-cerebro-das-criancas.html

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Mitos e verdades sobre a epilepsia

Programa Tarde Nacional, da Radio Nacional da Amazônia, entrevista a Neurologista infantil Adélia Henriques, que fala sobre os preconceitos, mitos e verdades relacionados a epilepsia.

Ouça aqui:
http://audios.ebc.com.br/d5/d5c2152c7f3e49c04ff3687c0fbca418.mp3



Estudo mostra que música pode ajudar bebês a processar fala

Bebês estimulados a fazer brincadeira musical tiveram mais atividade em área do cérebro relacionada à habilidade de falar.


Retirado de G1


Pesquisa publicada nesta segunda-feira (25) nos Estados Unidos mostra que a música pode ajudar os bebês no aprendizado da fala. Os autores observaram o comportamento de um grupo de crianças em idade de amamentação que participaram de jogos que incluíam o uso de ritmos musicais.
"Nosso estudo é o primeiro realizado em bebês que sugere que se expor a ritmos musicais pode melhorar a capacidade de detectar ritmos na linguagem", explica Christina Zhao, pesquisadora do Instituto de Aprendizado e Ciências do Cérebro (I-LABS) na Universidade do Estado de Washington.
Zhao é a principal autora do trabalho, publicado na revista da Academia de Ciências dos Estados Unidos, a "PNAS". Os pesquisadores compararam a evolução de um grupo de 20 menores de nove meses, aos quais ensinaram a reproduzir ritmos musicais em um pequeno tambor, enquanto um segundo grupo de 19 bebês, da mesma idade, recebeu outro tipo de brinquedos, como carrinhos ou cubos.
Uma semana depois desta experiência, os bebês foram submetidos a testes para determinar as áreas exatas do cérebro onde houve maior atividade. Como mostra a agência AFP, constatou-se que as crianças incentivadas a participar de jogos que envolviam música tiveram maior atividade nas regiões do cérebro importantes para o aprendizado da linguagem.
Como mostra a agência AFP, a linguagem, assim como a música, tem fortes características rítmicas, afirmam os pesquisadores. O ritmo das sílabas ajuda a distinguir os sons e a compreender o que uma pessoa diz e é essa capacidade de identificar os diferentes sons que ajuda os bebês a aprender a falar.
"Para adquirir a capacidade de falar, os bebês devem ser capazes de reconhecer os tons e os ritmos e ter a capacidade de se antecipar", explicou Zhao. "Isto significa que um estímulo musical precoce pode ter efeitos mais amplos nas capacidades cognitivas", acrescentou.
"A percepção de padrões é uma habilidade cognitiva importante, e melhorar essa habilidade desde cedo pode ter efeitos duradouros na capacidade de aprendizado", observou a co-autora Patricia Kuhl, também do I-LABS, em nota sobre o estudo.

quinta-feira, 3 de março de 2016

O que a música faz com o seu cérebro?

Retirado de Hypescience

Quer você esteja dançando ao som de sertanejo universitário em um churrasco ou ouvindo Bach enquanto lê um bom livro, a música tem o poder de levantar o seu humor ou te deixar para baixo. Os cientistas ainda estão tentando descobrir o que acontece em nosso cérebro quando nós ouvimos música e como ela produz estes efeitos potentes sobre a psique.
“Nós estamos usando a música para entender melhor o funcionamento do cérebro em geral”, disse Daniel Levitin, um proeminente psicólogo que estuda a neurociência da música na Universidade McGill, em Montreal, em entrevista ao site da rede CNN.

Três estudos publicados recentemente exploram a forma como o cérebro responde à música. A missão para chegar exatamente a que processos químicos ocorrem quando colocamos nossos fones de ouvido está longe de terminar, mas os cientistas já encontraram algumas pistas.

Benefícios para a saúde

Ouvir música é bom, mas será que pode se traduzir em benefício fisiológico? Levitin e sua equipe publicaram uma meta-análise de 400 estudos na revista “Trends in Cognitive Sciences” que sugere que a resposta para esta pergunta é “sim”.

Segundo a CNN, em um dos estudos revisados, os pesquisadores estudaram pacientes que estavam prestes a passar por cirurgias. Os participantes foram selecionados aleatoriamente para ouvir música ou tomar medicamentos anti-ansiedade. Os cientistas registraram as avaliações dos pacientes sobre sua própria ansiedade, bem como seus níveis de cortisol, o hormônio do estresse.
Os resultados: os pacientes que ouviram música tinham menos ansiedade e menores níveis de cortisol do que as pessoas que tomaram a medicação. Ainda que tenha advertido que este é apenas um estudo e mais pesquisas precisam ser feitas para confirmar os resultados, Levitin aponta para um uso medicinal poderoso para a música.
“A promessa aqui é que a música é, sem dúvida, menos cara do que as drogas, é melhor para o corpo e não tem efeitos colaterais”, explica. A equipe que fez a revisão bibliográfica também realça a evidência que ela é associada com a imunoglobulina A, um anticorpo ligado a imunidade, assim como maiores contagens de células que combatem as bactérias e germes.

O tipo de música que gostamos

Ok, a música é boa para nós, mas como podemos julgar se ela é prazerosa? Um estudo publicado na revista “Science” sugere que os padrões de atividade cerebral podem indicar se uma pessoa gosta do que está ouvindo.
Valorie Salimpoor, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Rotman de Toronto e ex-aluna de Levitin, conduziu um estudo no qual os participantes acompanharam 60 trechos de música que nunca tinham ouvido antes, enquanto tinham seus cérebros escaneados por uma máquina de ressonância magnética funcional (RMf).
Os 19 participantes foram convidados a indicar quanto pagariam por uma determinada canção quando ouviam os trechos, ao mesmo tempo, permitindo que os investigadores analisassem seus padrões de atividade cerebral. Um número pequeno de participantes como esse é comum em um estudo de RMf em função de complexidade e custos, embora isso sugira que mais pesquisas devem ser feitas.
Os autores do estudo destacam em seus resultados uma área do cérebro chamada núcleo accumbens, que está envolvida na formação de expectativas. “Há uma rede de atividade que prevê se você vai ou não comprar a música que você está ouvindo”, afirma a pesquisadora.

Atividade cerebral

Quanto maior a atividade no núcleo accumbens, mais dinheiro as pessoas disseram que estavam dispostas a gastar em qualquer música no “leilão” que os pesquisadores projetaram. “Isto foi um indicador de que algum tipo de expectativa relacionada com a recompensa foi cumprida ou superada”, explica.
Outra área do cérebro chamada giro temporal superior está intimamente envolvida na experiência da música e sua conexão com o núcleo accumbens é importante. Os gêneros de música que a pessoa escuta durante a vida têm um impacto em como o giro temporal superior é formado.
O giro temporal superior sozinho não prevê se uma pessoa gosta de uma determinada música, mas está envolvido em armazenar modelos a partir do que você já ouviu antes. Por exemplo, uma pessoa que tenha ouvido muito jazz é mais propensa a apreciar um determinado trecho de jazz do que alguém com muito menos experiência. “O cérebro funciona meio que como um sistema de recomendação de música”, exemplifica Salimpoor. Isso mesmo, nosso cérebro tem um Spotify particular.
Levitin acredita que, embora os resultados sejam interessantes, eles são um refinamento do que outros laboratórios já encontraram no passado. Ele e Vinod Menon, na Universidade de Stanford, foram os primeiros a mostrar o papel do núcleo accumbens na música, em 2005.

Todos ouvimos a mesma coisa?

Parece intuitivo que pessoas diferentes, com base em suas personalidades, preferências e histórico pessoal, terão experiências diferentes quando expostos a uma determinada canção. Sua atenção a vários detalhes pode variar e elas podem gostar de coisas diferentes na música.
Mas Levitin e seus colaboradores mostraram em um estudo publicado no “European Journal of Neuroscience” que, da perspectiva do cérebro, pode haver mais semelhanças entre os ouvintes de música do que se acredita.
“Apesar das nossas idiossincrasias em ouvir, o cérebro experimenta a música de uma forma muito consistente entre os indivíduos”, disse Daniel Abrams, o principal autor e pesquisador de pós-doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, em entrevista à CNN.
Dezessete participantes que tinham pouca ou nenhuma formação em música participaram deste estudo que, como o de Salimpoor, é pequeno, mas típico para uma pesquisa de RMf. Os participantes ouviram quatro sinfonias do final do período barroco do compositor William Boyce – que os pesquisadores escolheram porque refletem a música ocidental, mas que provavelmente seriam desconhecidas para os participantes.

Música é mais que gosto

Entre os participantes, os pesquisadores encontraram sincronização em várias áreas importantes do cérebro e padrões de atividade cerebral semelhantes em diferentes pessoas que ouvem a mesma música. Isto sugere que os participantes não só perceberam a música da mesma forma, mas, apesar de todas as diferenças pessoais que possuíam previamente, há um nível em que compartilham uma experiência comum.
Regiões cerebrais envolvidas no movimento, atenção, planejamento e memória mostraram ativação quando os participantes ouviam as músicas – estas são estruturas que não têm a ver com o processamento auditivo em si. Isto significa que quando nós experimentamos a música, um monte de outras coisas estão acontecendo para além do mero processamento de som.
Uma teoria resultante é que essas áreas do cérebro estão envolvidas em “segurar” na mente determinadas partes de uma canção, como a melodia, enquanto o resto da música continua tocando, explica Abrams.
Para Levitin, os resultados também refletem o poder da música para unir as pessoas. “Não é nossa tendência natural nos enfiarmos em uma multidão de 20 mil pessoas, mas para um show do Muse ou do Radiohead, nós fazemos isso”, aponta Levitin. “Há uma força unificadora que vem da música e não achamos isso em outras coisas”.
Uma pesquisa adicional pode comparar a forma como os indivíduos com cérebros saudáveis ​​diferem na sua audição musical em comparação com as pessoas com autismo ou outros transtornos cerebrais, acreditam os cientistas. “Os métodos que usamos podem ser aplicados para entender como o cérebro controla a informação auditiva ao longo do tempo”, disse Abrams.

Qual é o próximo passo

A próxima fronteira na neurociência da música é olhar mais atentamente para quais substâncias químicas no cérebro estão envolvidas na audição da música e descobrir em que partes do cérebro elas estão ativas.
De acordo com Levitin, qualquer neuroquímico pode ter uma função diferente dependendo de sua área do cérebro. Por exemplo, a dopamina ajuda a aumentar a atenção nos lobos frontais, mas no sistema límbico está associada com o prazer.
Usando a música como uma janela para a função de um cérebro saudável, os pesquisadores podem ter insights sobre uma série de problemas neurológicos e psiquiátricos. “Conhecendo melhor como o cérebro é organizado, como funciona, quais mensageiros químicos estão trabalhando e como eles estão trabalhando é o que nos permitirá formular tratamentos para pessoas com lesão cerebral ou combater doenças, distúrbios ou mesmo problemas psiquiátricos”, completou Levitin. [CNN]